Joelho de corredor: por que a dor aparece sempre no mesmo quilômetro
Dor na lateral do joelho que chega com previsibilidade durante o treino. O que esse padrão significa e o que a avaliação investiga.
Volume que sobe rápido demais, força que não acompanha, calçado novo na semana da prova. A maior parte das queixas de corredor tem história, e a história aparece na avaliação.
Raramente existe um trauma. O que costuma existir é uma conta que não fechou: o volume, a intensidade ou o terreno mudaram mais rápido do que o corpo conseguiu se adaptar. A dor é o aviso de que a adaptação ficou para trás.
Por isso a primeira parte da avaliação é reconstruir a história do seu treino. Quantos quilômetros por semana, há quanto tempo, o que mudou nas últimas quatro a seis semanas, quantos dias de força, qual calçado e desde quando.
Força de quadril, joelho e tornozelo, e principalmente força em apoio de uma perna só, que é a situação real da corrida. Mobilidade de tornozelo, que muda a forma como o joelho recebe a carga. Controle do quadril quando o pé toca o chão. E o seu histórico de carga, que costuma explicar o resto.
Quando faz sentido, a corrida é observada para entender cadência e padrão de apoio. Isso não é para consertar a sua técnica, é para entender onde a carga está se concentrando.
Nem sempre. Em boa parte dos casos dá para ajustar volume, intensidade e terreno e manter a pessoa correndo enquanto a capacidade é reconstruída. A decisão depende de como a dor se comporta durante e depois do treino.
Quando a pausa é mesmo necessária, ela vem com um plano de volta, e não com um descanse e veja como fica.
Se você tem uma data marcada, ela entra no plano. Prova em três semanas e prova em seis meses não permitem as mesmas escolhas, e a conversa sobre o que é realista precisa acontecer no começo, não na véspera.
Esta página é informativa e não substitui uma avaliação presencial.
Dor na lateral do joelho que chega com previsibilidade durante o treino. O que esse padrão significa e o que a avaliação investiga.
Dor difusa ao longo da canela, comum em quem começou a correr ou aumentou o volume depressa. Por que só parar costuma não resolver.
Na maior parte dos casos, sim, com ajuste de volume, ritmo e terreno. Manter a corrida em um nível que não irrita o tecido costuma ser melhor do que parar tudo, tanto para a adesão quanto para o próprio tecido.
Depende de quanto tempo falta e do que a avaliação encontrar. Prova em três semanas e prova em seis meses não permitem as mesmas escolhas. Essa conversa precisa acontecer no começo, não na véspera.
Quando faz sentido para o caso. A observação da corrida serve para entender onde a carga está se concentrando, e não para impor um padrão de técnica igual para todo mundo.
Raramente sozinho. O calçado entra na conversa porque uma troca recente pode explicar uma mudança de carga, mas ele quase nunca é a causa isolada de uma queixa de sobrecarga.
Não é obrigatório. Se você já tem exames, leve, mas eles não substituem a avaliação presencial.
A avaliação mostra o que está sobrecarregado e por quê.