Corredora em treino de rua, público da fisioterapia para corredores da FocoFisio

Sua próxima prova começa muito antes da largada.

Volume que sobe rápido demais, força que não acompanha, calçado novo na semana da prova. A maior parte das queixas de corredor tem história, e a história aparece na avaliação.

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A maior parte das lesões de corrida é de sobrecarga

Raramente existe um trauma. O que costuma existir é uma conta que não fechou: o volume, a intensidade ou o terreno mudaram mais rápido do que o corpo conseguiu se adaptar. A dor é o aviso de que a adaptação ficou para trás.

Por isso a primeira parte da avaliação é reconstruir a história do seu treino. Quantos quilômetros por semana, há quanto tempo, o que mudou nas últimas quatro a seis semanas, quantos dias de força, qual calçado e desde quando.

Queixas mais comuns em quem corre

  • Lateral do joelho: aparece com previsibilidade, quase sempre no mesmo quilômetro, e piora em descida.
  • Frente do joelho: dor difusa em volta da patela, pior em escada e em declive.
  • Abaixo da patela: dor em ponto específico, que melhora no aquecimento e volta horas depois.
  • Tendão de aquiles e panturrilha: rigidez nos primeiros passos da manhã.
  • Planta do pé e calcanhar: dor ao pisar depois de ficar parado.
  • Canela: dor difusa ao longo do osso, comum em quem aumentou volume rápido.
  • Quadril e glúteo: incômodo que aparece nos treinos longos.

O que a avaliação olha além do ponto que dói

Força de quadril, joelho e tornozelo, e principalmente força em apoio de uma perna só, que é a situação real da corrida. Mobilidade de tornozelo, que muda a forma como o joelho recebe a carga. Controle do quadril quando o pé toca o chão. E o seu histórico de carga, que costuma explicar o resto.

Quando faz sentido, a corrida é observada para entender cadência e padrão de apoio. Isso não é para consertar a sua técnica, é para entender onde a carga está se concentrando.

Parar de correr é sempre necessário?

Nem sempre. Em boa parte dos casos dá para ajustar volume, intensidade e terreno e manter a pessoa correndo enquanto a capacidade é reconstruída. A decisão depende de como a dor se comporta durante e depois do treino.

Quando a pausa é mesmo necessária, ela vem com um plano de volta, e não com um descanse e veja como fica.

Antes da prova

Se você tem uma data marcada, ela entra no plano. Prova em três semanas e prova em seis meses não permitem as mesmas escolhas, e a conversa sobre o que é realista precisa acontecer no começo, não na véspera.

Esta página é informativa e não substitui uma avaliação presencial.

Perguntas frequentes

Dá para continuar correndo durante o tratamento?

Na maior parte dos casos, sim, com ajuste de volume, ritmo e terreno. Manter a corrida em um nível que não irrita o tecido costuma ser melhor do que parar tudo, tanto para a adesão quanto para o próprio tecido.

Tenho uma prova marcada. Ainda dá tempo?

Depende de quanto tempo falta e do que a avaliação encontrar. Prova em três semanas e prova em seis meses não permitem as mesmas escolhas. Essa conversa precisa acontecer no começo, não na véspera.

Vocês analisam a minha corrida?

Quando faz sentido para o caso. A observação da corrida serve para entender onde a carga está se concentrando, e não para impor um padrão de técnica igual para todo mundo.

Trocar o tênis resolve?

Raramente sozinho. O calçado entra na conversa porque uma troca recente pode explicar uma mudança de carga, mas ele quase nunca é a causa isolada de uma queixa de sobrecarga.

Preciso de pedido médico?

Não é obrigatório. Se você já tem exames, leve, mas eles não substituem a avaliação presencial.

Quer correr sem conviver com a dor?

A avaliação mostra o que está sobrecarregado e por quê.

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