O que é a tecarterapia
TECAR é a sigla de Transferência Elétrica Capacitiva e Resistiva. O aparelho emite uma corrente de alta frequência que atravessa o tecido e faz o próprio corpo produzir calor por dentro, em profundidade, em vez de aquecer de fora para dentro como uma bolsa térmica.
O atendimento é feito com um eletrodo que o fisioterapeuta desliza sobre a região, com um gel condutor. Não tem agulha, não tem corte e a sensação costuma ser de um calor confortável.
Modo capacitivo e modo resistivo
São duas formas de aplicar, escolhidas conforme o tecido que precisa ser alcançado.
A escolha do modo, da intensidade e do tempo faz parte da conduta e sai da avaliação, não de uma tabela fixa.
Em que tipo de queixa costuma entrar
O que ela resolve e o que ela não resolve
A tecarterapia trabalha o sintoma e a condição local do tecido. Ela pode deixar a região mais tolerante ao movimento e tornar a sessão de exercício mais produtiva, e é exatamente para isso que ela serve dentro do plano.
O que ela não faz é corrigir a causa. Se a dor apareceu porque a força não acompanha a demanda, ou porque o volume de treino subiu rápido demais, o calor profundo não muda isso. Por isso aqui ela nunca é vendida como tratamento isolado nem como pacote de sessões: ela entra junto do trabalho ativo e sai quando deixa de ser necessária.
Quando não é indicada
Existem situações em que o recurso não deve ser usado, como marcapasso e outros dispositivos eletrônicos implantados, gestação, febre, trombose e alterações de sensibilidade na região. Essa checagem faz parte da avaliação, antes de qualquer aplicação.
Esta página é informativa e não substitui uma avaliação presencial.
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Perguntas frequentes
A tecarterapia dói?
Não. A sensação costuma ser de um calor confortável na região tratada. Não tem agulha e não tem corte. Se em algum momento a sensação incomodar, a intensidade é ajustada na hora.
Posso fazer só a tecarterapia, sem o resto?
Não trabalhamos assim. A tecarterapia é um recurso dentro do tratamento, sempre associada ao trabalho ativo. Aplicada isolada, ela pode aliviar por um tempo sem mudar o que gerou a queixa.
Existe alguma situação em que ela não pode ser usada?
Sim. Marcapasso e outros dispositivos eletrônicos implantados, gestação, febre, trombose e alterações de sensibilidade na região são exemplos. Essa checagem faz parte da avaliação, antes de qualquer aplicação.
Qual a diferença entre o modo capacitivo e o resistivo?
O capacitivo alcança tecidos mais superficiais e com mais água, como o músculo. O resistivo alcança tecidos mais densos e profundos, como tendão, ligamento e cápsula articular. A escolha depende do que precisa ser tratado.
Qual é o movimento que você quer recuperar?
A avaliação é o ponto de partida. É dela que sai o plano, não do palpite.