Dor no ombro no beach tennis: o que costuma estar por trás
O gesto acima da cabeça, a instabilidade da areia e a demanda que apareceu de uma vez em quem começou a jogar já adulto.
Quem treina não quer saber apenas quando a dor passa. Quer saber quando volta, com que carga e sem repetir o mesmo problema daqui a dois meses.
A diferença não está na técnica, está no critério de alta. Um tratamento comum termina quando a dor sai. Aqui ele termina quando o corpo aguenta o que o seu esporte exige, que é sempre mais do que andar sem dor.
Isso muda a avaliação e muda o plano. Entram no cálculo o gesto do seu esporte, a carga semanal que você vinha fazendo, a fase da temporada e a data do próximo objetivo.
Primeiro reduzir o que está irritando o tecido, ajustando carga em vez de zerar o treino sempre que possível. Manter a pessoa se movendo, com o que ela tolera, costuma ser melhor do que parar tudo.
Depois recuperar amplitude, força e controle, na ordem que a avaliação apontar. Aqui entram exercício terapêutico e terapia manual, e recursos como a tecarterapia quando ajudam a tolerar melhor a sessão.
Por último, reexpor ao gesto do esporte de forma progressiva: primeiro o movimento controlado, depois com velocidade, depois com a imprevisibilidade que o jogo ou a prova têm de verdade.
"Já posso voltar?" é a pergunta mais comum, e a resposta não é uma data. A decisão se apoia em como está a dor durante e depois do esforço, em quanto de força e de amplitude você recuperou em comparação com o lado saudável, e em como você se comporta nos testes que reproduzem a exigência do seu esporte.
Voltar sem esses critérios é o caminho mais curto para a segunda lesão no mesmo lugar.
Não é obrigatório. No Brasil, o fisioterapeuta pode avaliar e tratar sem encaminhamento. Se você já tem exames de imagem ou um relatório médico, leve: ajuda a compor o quadro, mas a conduta sai da avaliação presencial.
Nem sempre. Em boa parte dos casos é possível ajustar volume, intensidade ou o tipo de exercício e manter você treinando enquanto a capacidade é reconstruída. Quando a pausa é necessária, ela vem com um plano de retorno, e não com um prazo vago.
Esse número só faz sentido depois da avaliação. Ele depende da sua queixa, de há quanto tempo ela existe, da sua rotina de esforço e de como o seu corpo responde ao longo do caminho. Qualquer estimativa feita antes disso seria chute.
Roupa confortável para se movimentar, o tênis que você usa para treinar, e exames ou relatórios que já tenha. Se você registra os treinos em algum aplicativo, vale abrir o histórico das últimas semanas: ele costuma explicar muita coisa.
Na Rua Áurea, 428, Jardim Áurea, em Mogi Mirim, SP. O agendamento da avaliação é feito pelo WhatsApp.
A avaliação é o ponto de partida. É dela que sai o plano, não do palpite.