Dor no ombro no beach tennis: o que costuma estar por trás
O beach tennis cresceu rápido e trouxe junto uma queixa que quase não existia por aqui: a dor no ombro de quem joga três vezes por semana sem nunca ter treinado o ombro para isso.
O beach tennis tem uma característica que engana: parece leve. A quadra é pequena, a areia amortece e o jogo é social. O ombro, porém, faz um gesto acima da cabeça dezenas de vezes por partida, com raquete na mão e com o corpo instável na areia.
Por que o ombro sente
Movimentos repetidos acima da cabeça exigem que a escápula se posicione bem para dar base ao braço. Quando a musculatura que controla essa base se cansa, o ombro passa a trabalhar em uma posição menos favorável. Repetir isso durante uma partida inteira, várias vezes por semana, acumula.
Some a isso um detalhe que quase ninguém considera: a maioria das pessoas começou a jogar já adulta, sem nunca ter feito um trabalho específico para o ombro. A demanda apareceu de uma vez, a capacidade não.
As queixas mais comuns
- Dor ao sacar e ao atacar, principalmente no fim do jogo.
- Incômodo ao levantar o braço para vestir uma camiseta ou pegar algo alto.
- Dor ao deitar sobre o lado afetado, que atrapalha o sono.
- Sensação de fraqueza ou de que o braço não responde igual.
A areia muda a conta
Jogar na areia exige mais do corpo inteiro. O pé afunda, a base é instável e o tronco compensa. Quem tem pouca estabilidade de tronco e quadril acaba transferindo mais trabalho para o braço, e o ombro absorve o que sobrou. É por isso que a fisioterapia esportiva avalia o gesto inteiro, e não apenas a articulação que dói.
Por isso avaliar só o ombro costuma ser insuficiente. O que produz o gesto vem de baixo.
O que a avaliação investiga
Amplitude e força de rotação do ombro, comparando os dois lados. Controle de escápula. Estabilidade de tronco e quadril. Frequência e duração das partidas, e há quanto tempo você joga nesse ritmo. E o que muda a dor: o saque, o ataque, a defesa ou o tempo de jogo.
Tirar o ombro de jogo não é a única saída
Reduzir temporariamente o número de partidas ou o volume de saques costuma permitir continuar jogando enquanto a capacidade é reconstruída. O trabalho de fortalecimento para ombro e escápula é o que sustenta o resultado depois, e vale a pena mesmo para quem está sem dor hoje.
Este texto é informativo e não substitui uma avaliação presencial.