Dor no tendão de aquiles: o aviso dos primeiros passos da manhã
Levantar da cama e pisar com dificuldade nos primeiros passos, e depois melhorar conforme o dia anda. Esse comportamento é quase uma assinatura das dores de tendão.
A dor no tendão de aquiles tem um comportamento tão característico que ele próprio ajuda no reconhecimento: pior nos primeiros passos da manhã, melhora conforme o corpo se movimenta, e volta a incomodar horas depois de um esforço maior.
O padrão dos tendões
Tendão não é músculo. O comportamento descrito aqui vale para as dores de tendão em geral, não só para o aquiles. Ele responde a carga de um jeito mais lento e não gosta nem de excesso nem de ausência. Por isso a dor de tendão costuma melhorar com o aquecimento, o que engana muita gente: a sensação de que passou durante o treino não significa que o tecido tolerou bem o treino.
A informação mais útil costuma ser a do dia seguinte. Se a rigidez matinal aumentou depois de um treino, aquele estímulo foi acima do que o tendão suportava naquele momento.
O que costuma estar envolvido
- Aumento recente de volume, de ritmo ou de treinos em subida.
- Panturrilha com pouca resistência para o volume que você faz.
- Mobilidade de tornozelo limitada.
- Troca recente de calçado, principalmente de modelos com alturas de solado diferentes.
- Retomada da corrida depois de um período parado, no volume de antes da pausa.
Repouso total costuma ser o caminho errado
Tirar toda a carga alivia no curto prazo e deixa o tendão menos preparado do que estava. O que costuma fazer parte do tratamento é o contrário: carga controlada, na dose que o tecido tolera, subindo em degraus, o que é a base do fortalecimento e prevenção.
Essa dose não é a mesma para todo mundo, e é exatamente por isso que existe avaliação. Um mesmo exercício pode ser adequado para uma pessoa e excessivo para outra na mesma semana.
Quando procurar
Quando a rigidez matinal virar rotina, quando a dor passar a durar o treino inteiro, ou quando você começar a evitar subida e velocidade por causa dela. Quanto mais cedo a carga é ajustada, menos tempo costuma levar para reconstruir a tolerância. Em alguns casos a tecarterapia entra junto, para deixar a região mais tolerante ao exercício.
Este texto é informativo e não substitui uma avaliação presencial.